quarta-feira, fevereiro 25, 2004

Carl Hoff

Morreu o Xadrezísta Carl Hoff. À sua memória ergo e despejo um cálice de macieira seguido de uma caneca de cerveja! À tua, Carl Hoff!

No GROB e na COPAPO, no CPT 50, nas escolas dos Olivais, onde quer que se jogasse Xadrez em Lisboa, lá estava ele. Encostado aos balcões dos bares desses lugares míticos contou-me quais eram as diferenças entre os alemães do Norte e os bávaros, as virtudes dos xadrezístas latinos e dos alemães, dizendo sempre o pior possível de Hitler. Era um homem misterioso que não escondia a sua enorme paixão pelo Jogo e pelos que o jogam.

Logo à noite, vou rever as partidas que jogámos, e foram algumas. Lembro-me da alegria que senti ao ganhar-te pela primeira vez, eras um jogador forte naquela altura. E também me lembro da partida que me ganhaste, uma Ruy Lopez com as negras. Bom, por agora, o nosso score pessoal está fechado.

Adeus, Carl Hoff.

Sem comentários: