segunda-feira, fevereiro 23, 2004

Leituras Paralelas

Leio "A Experiência de Ler" de C. S. Lewis e "How Not To Play Chess" de Eugene Znosko-Borovsky. Descubri inúmeras semelhanças nestas duas obras de âmbito aparentemente tão distinto.

Baseam-se ambas num didatismo negativo, ou seja, ensinam ao indicar o que não fazer. No entanto, a aplicação desse método constitui apenas parte da obra de Lewis, que é bastante mais vasta. Na obra de Znosko-Borovsky, como o título indica, essa abordagem negativa é constante em todo o texto.

Sobre esta questão, das abordagens negativas e positivas (ou destrutivas e construtivas) da aprendizagem, lembro-me de um texto do Grande Mestre Internacional de Xadrez, o canadiano Kevin Spraggett, há muito radicado em Portugal (na Guarda), publicado no seu sítio. Nesse texto, Spraggett divide em duas grandes fases o processo de aprendizagem do Xadrez, sendo a primeira uma fase negativa, onde se deve aprender o que não fazer, e outra, a fase magistral ou positiva, em que o jogador aprende métodos, processos, enfim, adquire as competências necessárias a um Mestre de Xadrez.


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