terça-feira, fevereiro 17, 2004

Peugeot 304

Por duas vezes esta tarde, passou por mim um peugeot 304, de côr azul muito brilhante e matrícula antiga, daquelas pretas com letras brancas. Sem um risco na pintura, com os cromados reluzentes e volante de madeira, transportava um casal de idosos.

Ele, aparentemente em pior forma, sentava-se à pendura, ela, muito encostada ao volante, conduzia o automóvel que circulava ágil pelas ruas.

Da segunda vez que passaram por mim, vi-lhes o rosto sereno, os cromados reluziram ao Sol da hora de almoço e a pintura, impecável, brilhou como brilharam os meus olhos rasos de uma estranha inveja.

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