sábado, abril 17, 2004

Mentes Algorítmicas

Carlos Miguel Fernandes, do blogue No Mundo, escreveu um brilhante artigo comentando o meu texto de ontem, o Pobre Heisenberg. Nele aborda um dos aspectos por mim referidos, o da distinção clara entre as coisas dos Homens e as dos Algoritmos. E avança colocando a pertinentíssima dúvida: Será a mente humana redutível a um algoritmo? Poder-se-á provar o contrário?

E responde, não, não se pode, ou não se conseguiu. Afirma ainda que para se acreditar no inverso se necessita de suporte divino, de alguma crença. Com efeito, o que afirma é absolutamente correcto de um ponto de vista argumentativo: na impossibilidade de se provar a irredutibilidade da mente humana a um algoritmo (e não os há complexos ou simples, há algoritmos apenas), acreditar nessa mesma irredutibilidade é um acto de crença. De fé.

Procuro neste argumento uma qualquer falácia de uma qualquer espécie e não encontro. Alguém me ajuda? E fico ainda mais assustado: estaremos perante a mais cruel forma do Nada?