terça-feira, junho 01, 2004

Meia Livraria

A ideia inicial do blogue era a de escrever assim umas coisas modernas, ainda que antigas. Sobre ciência e ornitologia, sobre questões ambientais e políticas e sociais. Debater terceiromundices detectadas por cá e não só, tecer grandiosas comparações entre os mestres renascentistas do passado e os jogadores de futebol do presente. E entre estes e os homens de amanhã. E criar soberbas linhas capazes de virar os monitores portugueses, brasileiros e galegos para este blogue, arrancar aos leitores a mais fiel admiração e o mais inaudito seguidismo, tal a força das ideias. Criar uma horda de fanáticos, de gente pronta a revolucionar uma vez mais as coisas dos Homens, com uma cosmovisão cujo epicentro fosse o Meia Livraria.

E mais! Prometi surdamente multiplicar por 3 a capacidade cognitiva de todos! Dividir por 6 a intolerância e a cretinice! Somar 4 às verdades de cada um! E elevar a 5 a compreensão das coisas. E para quê? (Quem lê o Meia Livraria poderá fazer todas as perguntas menos essa).

E porque o tempo é pouco para a outra metade da Livraria, leia-se esta! E aprenda-se o que nela é para aprender! Para que se possa compreender as mágicas alvoradas eléctricas das grandes cidades, as que substituem o nascer do Sol e foram criadas por Nós, há que saber primeiro o que são cidades. E o que é o Sol. E isso está tudo lá, nessa Meia Livraria. Naquela que vamos ler, claro. O que ficar na outra metade, não existe.

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