quinta-feira, setembro 30, 2004

Arranque de Romance

Tentei uma vez mais escrever um romance. E, uma vez mais, deparei-me com uma irritante dificuldade em vencer o primeiro parágrafo. Mas, bem intencionado, lá comecei a obra:

"Aborrecido com a chuva, António deixava-se ficar no minúsculo café, encostado à húmida parede coberta de azulejos. Ainda sequioso, berrou para o balcão, Outra água com gás, por favor, sim, pode ser fresca, pedras está muito bem. A mesa era tão pequena que não lhe permitia abrir o jornal e livros não trouxera. A chuva mostrava-se impiedosa e António, suado, culpado o calor que durante todo o ano aquece Lisboa, perdia a paciência. No entanto, o galhofeiro e encharcado anão que acabara de entrar no café prometia melhorar-lhe o ânimo. António não conseguiu disfarçar um malandro sorriso."

Raios! Descambou, outra vez! A entrada do anão é fatal para a seriedade do texto! É o que ocorre sempre que me decido a escrever uma obra de vulto.

6 comentários:

GoG disse...

viva claudio... agradeço o link à minha página e a única forma de retribuir a simpatia é eu fazer o mesmo... Ah, fico curioso para ver o segundo parágrafo, com ou sem anão :)

Cláudio disse...

É vaidoso que o Meia Livraria se instala nas "Outras Vilas", caro Six!

Anónimo disse...

LOL.
O anão dá o toque que a história precisa!
Repara como os filmes do grande césar monteiro tinham sempre anões :)
Vais ver que vai sair daí um grande romance :)

abraço
cachucho
http://enresinados.weblog.com.pt

Anónimo disse...

O problema está no nome do personagem. Não lhe chames António. Ricardo é melhor.

Francisco disse...

Aposto que no próximo parágrafo aparece a mulher barbuda.

Francisco disse...

Este post é mesmo muito engraçado!!!