segunda-feira, setembro 06, 2004

Os Marinheiros

Imagino como será a vida a bordo da corveta que vigia o nefasto barco do aborto, o comandante Ildefonso Pires, ou Adérito Assunção, ou Simplício Antunes, ou lá como se chama, deve estar ufano com esta sua nobre e difícil missão. A azáfama na sala dos radares deve ser mais que muita! O Mendes das 8 às 16, o Lopes das 16 às 24 e o Mendonça das 0 às 8, asseguram o controlo de todos os passos do inimigo. Na ponte, o Comandante Pires, coordena a sala de radares e o centro de lançamento de torpedos. O botão vermelho está a postos. Basta um gesto do Comandante e o botão é premido. O torpedo dividirá o casco da embarcação inimiga em duas partes aproximadamente iguais. Em menos de hora e meia nada restará do veículo do Mal. De joelhos, com um terço de quilo na mão, perto da sua boquinha delicada de lábios finos, o ministro fechará delicadamente os olhos e orará a Nossa Senhora, oferecendo-lhe o sacrifício dos ímpios.

Mais longe, nalguma inauguração de alguma casa do povo, o Senhor Presidente Almirante Américo Sampaio será posteriormente informado. Se algum dos seus assessores estiver em casa, a ver televisão.

Ditosa a Pátria que tais filhos tem.

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