quinta-feira, setembro 23, 2004

Uma Tarde no Coliseu

O Sol brilhava forte no céu, queimando, molemente como sempre queima o Sol, metade dos que esperavam pelo combate de gladiadores. Severo, o magnífico imperador de Roma, também lá estava, em cavaqueira com os seus chegados, alegre e folião. O líder de Roma adorava os jogos!

Quando a imperial figura assistia aos jogos, sabia a organização como lhe agradar, juntava um punhado de anões, colocava uns cestos no cimo de paus com a altura de dois homens, dividia os anões em dois grupos, trazia uma bola grande, saltitona, e começava o jogo! (Que tanto divertia o Imperador!) O objectivo era simples: fazer a bola entrar no cesto. Jogava-se durante cinco voltas da ampulheta, valia tudo, e quem mais vezes fizesse a bola atravessar o aro do cesto, vencia a partida. Os derrotados, claro está, serviam de pasto a leões, panteras e tigres devidamente esfomeados. Os vencedores eram tratados como heróis, chegando, em dias de maior folia, a entrar na arena uns quantos matulões que, galhofeiros, se entretinham a arremessar os anões que, muito felizes, riam por lhes ter sorrido a sorte da vitória.

Entretanto, o público rejubilava! As gentes gostam de espectáculos com anões! E o imperador sabia-o bem! Em breve entrariam os gladiadores, prato forte de mais uma bela tarde no Coliseu.

2 comentários:

Anónimo disse...

Sim senhor, este, ao contrário do anterior acerca de quem se põe a jeito, é um belo post.

Obrigado, Cláudio.
Pedro Farinha

Walter Tarira disse...

Olá Farinha! Também acho um belo texto; um bom momento de inspiração do nosso amigo Boino. Quanto ao «põem-se a jeito» terá de ser lido com muito cuidado para entender a mensagem. Claro que cada um entende à sua maneira porém, só no campo da política é possivel descodificar aquela mensagem.