sábado, outubro 23, 2004

Porque não?

E se o Presidente da República, nos seus tempos mortos, que ainda serão alguns, auxiliasse, no que fosse necessário, Luís Delgado? Sampaio seria valiosíssimo na laboriosa escolha da metáfora laudatória, do encómio elegante, para uso de Delgado nas suas lides de arauto e louvador-mor de Sua Senhoria o Primeiro Ministro Santana.

São conhecidas as técnicas literárias do Senhor Presidente! Ele podia ajudar! Assim, poupavam-se uns cobres, seguramente Sampaio não se importaria, receberia apenas o vencimento de Presidente. Aliás, ele não deve ter, sequer, livro de recibos verdes!

Resolver-se-ia o problema do Presidente. Mas, e os bolseiros universitários? Que apenas investigam sabe-se lá o quê e com que propósito? E que, às vezes, nem aulas têm que dar nem receber? Lembram-se dos incêndios? Lembram-se das matas por limpar? Já viram tudo: dois e dois são quatro, toca de limpar as matas, corja de calões! Com tanto tempo livre! E, de resto, como tão bem se pensava nos tempos em que Sua Santidade Sá Carneiro se alapava nos bancos da Assembleia Nacional, "Estudar para quê? Eu cá nunca estudei e sempre me soube governar! Estudar para burros, é o que é! Vão mas é limpar as matas!"

Deixo humildemente estas duas sugestões e espero que Sua Senhoria o Santana me leia a Meia Livraria e se, um destes dias depois da sesta, ainda que se não lembrando de onde lhe vieram as ideias, alvitrar à comunicação social qualquer um dos meus desvairados aventamentos, então terá valido a pena ter vivido!

E cá vai, para finalizar, a minha divisa: "Deus primeiro, a Pátria depois e, logo de seguida, muito perto da segunda, a Família."

2 comentários:

mfc disse...

Deixe estar o homem na sesta...
O problema é quando acorda e os ssessores de imagem têm que fazer a interpretação "autêntica" do que o homenzinho quiz dizer!

Francisco disse...

Um pouco agressivo, não?