sábado, dezembro 18, 2004

Humores (2)

Outra das figuras em destaque, representando o velho humor, foi Nicolau Breyner. O esforço mental empregue na tentativa de me lembrar que raio de humor terá feito Nicolau revelou-se infrutífero. Não me lembro. Sei que fez umas "sitcom", que não vi, mas humor penso que não. Talvez aquele vetusto programa, "Eu Show Nico", fosse humorístico. Novamente, não me lembro. Mas tanto faz. Breyner é um tipo simpático e, pelo menos, não me leva às lágrimas nem à extrema amargura quando o vejo. Valha-lhe isso.

Almeida Santos, como homem inteligente que é, lá debitou as suas larachas, episódios da vida parlamentar, e até disse algo que merece reflexão: Em Portugal, toda a gente quer ter piada, mesmo no Parlamento, ou em especial no Parlamento. Eu diria que todos querem seguir a tradição queiroziana de fina ironia e farpa aguçada. Mas a quase todos falta a argúcia e esplendor argumentativo, bem como a necessária velocidade de raciocínio. A Almeida Santos não. Foi, no entanto, esmagado pelo seu boneco, o "Almeida Secas" numa das mais brilhantes rábulas de sempre do Contra Informação.

1 comentário:

mfc disse...

Essa virtude, a de se ter humor, está reservada aos excelsos.
Todos o tentamos... mas a perfeição dessa arma é muito difícil.