sexta-feira, fevereiro 27, 2004

Rua da Judiaria

O óptimo blogue Rua da Judiaria diz que lhe apetece jogar Xadrez. Aplaudo e faço apenas uma pequena correcção, Xadrez escreve-se com letra maiúscula.

Bem vindo.

quinta-feira, fevereiro 26, 2004

Ainda o Carl Hoff

Um amigo do Meia Livraria e do Carl Hoff enviou um mail para a caixa de correio deste blogue, que, pedida a autorização ao autor, publico aqui:

Caro Cláudio,

Sou um mau xadrezista (tinha a intenção de começar esta frase com fui, mas já interiorizei a ideia de que nunca se deixa de ser xadrezista). Jogo o que posso, estudo o que está ao alcance de uma vontade amordaçada por horários e outras obrigações. Tudo somado resulta em muito pouco.

Apesar de tudo, também tive a feliz oportunidade de conhecer o Carl Hoff e de poder conversar com ele. Na altura, eu havia iniciado o estudo da língua alemã e esse motivo serviu para iniciar uma interessante conversa que se estendeu a outras latitudes. Gostei muito de falar com ele e a conversa ficou na memória. Os restantes contactos foram esporádicos, mas valeram a pena.

Conhecer personagens destas é um grande bónus de frequentar o meio xadrezístico.

Hoje, aqui na Irlanda, também despejarei uma pint à memória das pessoas que valem a pena!

Um abraço,

Pedro

Os Pequeninos e os Grandes

Ontem o FC Porto ganhou ao Manchester United. Hoje, na comunicação social leu-se e ouviu-se, o "Estádio do Dragão parecia o Old Trafford", o "FC Porto é que parecia o Manchester", enfim, os pequenos, mesmo que ganhem aos grandes, são isso mesmo, pequenos.

E, caso alguém se esqueça, lá está o parvo do Mourinho para os lembrar que mesmo vencendo se pode ser medíocre.
Directora de Operações

Ainda está vago o lugar para Directora de Operações da C.ª das Sandes. Ou então esqueceram-se de avisar o público que o lugar já estava ocupado. O Meia Livraria continua atento e a aguardar resposta da misteriosa C.ª das Sandes.

quarta-feira, fevereiro 25, 2004

Carl Hoff

Morreu o Xadrezísta Carl Hoff. À sua memória ergo e despejo um cálice de macieira seguido de uma caneca de cerveja! À tua, Carl Hoff!

No GROB e na COPAPO, no CPT 50, nas escolas dos Olivais, onde quer que se jogasse Xadrez em Lisboa, lá estava ele. Encostado aos balcões dos bares desses lugares míticos contou-me quais eram as diferenças entre os alemães do Norte e os bávaros, as virtudes dos xadrezístas latinos e dos alemães, dizendo sempre o pior possível de Hitler. Era um homem misterioso que não escondia a sua enorme paixão pelo Jogo e pelos que o jogam.

Logo à noite, vou rever as partidas que jogámos, e foram algumas. Lembro-me da alegria que senti ao ganhar-te pela primeira vez, eras um jogador forte naquela altura. E também me lembro da partida que me ganhaste, uma Ruy Lopez com as negras. Bom, por agora, o nosso score pessoal está fechado.

Adeus, Carl Hoff.

terça-feira, fevereiro 24, 2004

O Alexandre Sabe Jogar Xadrez?

O Meia Livraria já sabe jogar Xadrez. E sabe que o Abrupto não sabe jogar Xadrez, apesar de gostar. Sabe que o 1BSK gosta de Xadrez mas não sabe se sabe jogar.

Porque isto de saber jogar Xadrez não é fácil. Mas vale a pena.

segunda-feira, fevereiro 23, 2004

C.ª das Sandes

Há muito tempo que aparece no público um anúncio oferecendo o lugar de Directora de Operações da C.ª das Sandes. E ninguém lhe pega!

Assim que vi esse anúncio pensei, porquê Directora? Porque não Director? Será que para se dirigir as operações da C.ª das Sandes se necessita de atributos femininos? Que tipo de operações efectuará a C.ª das Sandes? E porquê tanta dificuldade na contratação da tal Directora, a julgar pela longa permanência do anúncio nas páginas do jornal?

Se alguém da administração da C.ª das Sandes ler este blogue (sei que estão aí!) responda. E já sabe para onde: meialivraria@mail.pt.
Leituras Paralelas

Leio "A Experiência de Ler" de C. S. Lewis e "How Not To Play Chess" de Eugene Znosko-Borovsky. Descubri inúmeras semelhanças nestas duas obras de âmbito aparentemente tão distinto.

Baseam-se ambas num didatismo negativo, ou seja, ensinam ao indicar o que não fazer. No entanto, a aplicação desse método constitui apenas parte da obra de Lewis, que é bastante mais vasta. Na obra de Znosko-Borovsky, como o título indica, essa abordagem negativa é constante em todo o texto.

Sobre esta questão, das abordagens negativas e positivas (ou destrutivas e construtivas) da aprendizagem, lembro-me de um texto do Grande Mestre Internacional de Xadrez, o canadiano Kevin Spraggett, há muito radicado em Portugal (na Guarda), publicado no seu sítio. Nesse texto, Spraggett divide em duas grandes fases o processo de aprendizagem do Xadrez, sendo a primeira uma fase negativa, onde se deve aprender o que não fazer, e outra, a fase magistral ou positiva, em que o jogador aprende métodos, processos, enfim, adquire as competências necessárias a um Mestre de Xadrez.


sexta-feira, fevereiro 20, 2004

Dilema

E se as presidenciais se disputassem entre Carrilho e Santana? Eu votava no Garcia Pereira. E depois emigrava para a Albânia.
O Torneio de Linares

Começou o mais importante torneio de Xadrez da temporada. Jogado na cidade de Linares, em Espanha, reúne todos os anos a nata do Xadrez mundial. Lá estão o inefável Kasparov, o comprido Kramnik, o ressuscitado Leko, o narigudo Topalov, espanhol Shirov e o orelhudo Radjabov.

Para o Meia Livraria, mais importante que o torneio de Linares é o regresso de Jorge Guimarães às páginas do público. Há muito que por lá não aparecia.
As Audiências

Isto vai de mal a pior. Desde que introduzi a novidade caixa de correio no Meia Livraria, as audiências do blogue baixaram a níveis históricos! Coincidência? Penso que não!

Ou será que o Mito, o da Sopeira e do Magala, afastou os estimados leitores deste Meia Livraria? Voltem, eu esqueço a caixa de correio e refaço o Mito!

quinta-feira, fevereiro 19, 2004

Homofobia

Luís Villas-Boas disse que era uma infelicidade para uma criança ser criada por um "casal" homossexual. Hoje, várias associações de homossexuais pediram a cabeça de Villas-Boas, classificando de homofóbicas as suas declarações.

Pergunto às associações de homossexuais, transgéneros e simpatizantes se não bastará a uma criança a desgraça de ser orfã? Ou será que o seu ponto de vista se limita ao do casal que adopta a criança? Aos seus problemas com a impossibilidade de procriar?

De uma forma ou de outra, a homossexualidade acaba por ser escolhida, no exercício de um direito com o qual todos concordamos, o direito à escolha. Direito que será assim negado às crianças. Será que elas, podendo escolher, optariam por ser filhas de um casal gay?

Terão pensado nas crianças? Não saberão o que são os meios infantis e, especialmente, juvenis? Saberão que condenam um ser humano a uma infância e adolescência infernais? A um assassinato social?

E a revolta?
O Grande Cavaco

Este homem, o Cavaco, não se deixa intimidar por ninguém! Que saudades que tenho do Cavaco!

quarta-feira, fevereiro 18, 2004

Sé de Leiria Ocupada por Fiéis

E não só, a Sé da Guarda também. Para os que as visitam com olhos diletantes, nada há que os oriente. É pena, quer uma quer outra são monumentos que, noutros países, teriam um tratamento bem mais cuidado e atento.

Assim, servem apenas o propósito inicial, o de albergar os homens e mulheres de fé. Parece-me pouco.

terça-feira, fevereiro 17, 2004

Peugeot 304

Por duas vezes esta tarde, passou por mim um peugeot 304, de côr azul muito brilhante e matrícula antiga, daquelas pretas com letras brancas. Sem um risco na pintura, com os cromados reluzentes e volante de madeira, transportava um casal de idosos.

Ele, aparentemente em pior forma, sentava-se à pendura, ela, muito encostada ao volante, conduzia o automóvel que circulava ágil pelas ruas.

Da segunda vez que passaram por mim, vi-lhes o rosto sereno, os cromados reluziram ao Sol da hora de almoço e a pintura, impecável, brilhou como brilharam os meus olhos rasos de uma estranha inveja.

segunda-feira, fevereiro 16, 2004

Mais uma Santanada

Estou apavorado. O Santana Lopes anunciou publicamente a sua disponibilização para o cargo de Presidente da República.

E se ele vai às urnas? Seguramente sairá vencedor. E todos nós derrotados.

Quis lembrar-me de calamidade maior, mas não fui capaz.

domingo, fevereiro 15, 2004

Que Mouros Matas?

O Mata-Mouros tem uma dúvida: Arafat matou mais gente antes ou depois de ter recebido o Nobel da Paz?

Eu não tenho dúvida alguma. Já sei a que mouros se refere o nome deste blogue.

Defenda-se Israel com o tal muro. Mas que o faça alto. E hospede-se o que mata os mouros do lado certo. Do lado de dentro.
Progressões

Em todos os campos da actividade humana se progride. Ao ler mais, aprende-se a ler melhor. Olhar persistentemente as obras da arte ensina a olhá-las melhor. Aprende-se a ver observando e a escrever lendo. Aprende-se a aprender ensinando e a ouvir escutando. Mas pouco se mede, pouco se quantifica.

Das artes, das actividades onde se progride, poucas dão ao homem escala onde se medir. Só uma das que conheço o faz. O Xadrez. A arte, a cultura, a ciência, o jogo, podem ser medidos, porque o Xadrez é também um desporto. Com os seus sistemas classificativos, o seu rating Elo (professor hungaro radicado nos Estados Unidos da América que desenvolveu um sistema classificativo para os jogadores de Xadrez), o Jogo permite aos que nele vivem a autoscopia, dão ao jogador a habilidade de se medir.

Um Xadrezista sabe sempre o que vale.

sábado, fevereiro 14, 2004

Dia dos Namorados

A propósito da importante efeméride que hoje se comemora, o romântico Dia dos Namorados, pergunto-me:

1) O que vai a sopeira oferecer ao magala?

2) O que vai o magala oferecer à sopeira?

3) Em que restaurante vão eles jantar?

4) Irá o magala fardado?

5) Haverá Dia dos Namorados fora do Mito?
Mito da Sopeira e do Magala, Reacções dos Leitores

Entusiasmado com a nova caixa de correio do Meia Livraria, que, além da caixa tem já um Mito, o da Sopeira e do Magala, fui ver a correspondência, certo da existência de um ou dois pares de dezenas de mensagens versando o interessante tema. Só lá estava uma mensagem!

Com o intrigante título "Teste", sendo o remetente alguém que me pareceu muito familiar, e tendo como conteúdo as enigmáticas palavras "1 2 3 Som", concluí ser aquela a mensagem que eu próprio enviei logo após a abertura da conta de correio meialivraria@mail.pt.

Paradoxalmente, na minha própria mensagem, não constava nem uma linha sequer sobre o Mito da sopeira e do magala!

sexta-feira, fevereiro 13, 2004

Correio

O Meia Livraria já tem caixa de correio. Peço aos visitantes que escrevam, que deixem comentários e opiniões. Importa-me, como a Dali, que escrevam nem que seja para dizer bem.

quinta-feira, fevereiro 12, 2004

A Sopeira e o Magala

Em tempos houve um mito muito conhecido, "A Sopeira e o Magala". Que é feito dele? Tem aparecido na nova literatura nacional? Estará revisto e rebaptizado? Deve estar. Os mitos nunca morrem.

Vou investigar e prometo novidades no Meia Livraria.
Os Formadores de Formadores de Formadores de Formadores

Sempre me perguntei, quem forma os formadores de formadores de formadores de formadores?

Acreditem. Pelo menos em Portugal, eles existem. E são pagos para isso.
É tão difícil

É tão difícil cumprir, ou ser, aquilo que Fernando Pessoa escreveu. Ser todo em cada coisa. Quantas vezes nos conseguimos mobilizar na totalidade? Quantas vezes entregamos o que somos ao que fazemos? Mesmo sabendo que essa oferta é obrigatória, mesmo sabendo que é a única forma verdadeira de ser?

quarta-feira, fevereiro 11, 2004

Para me ir lembrando...

"Sê todo em cada coisa. Põe quanto és
No mínimo que fazes."

Fernando Pessoa
Adenda a Paulo, o Coelho

As edições portuguesas de Paulo Coelho são traduzidas ou estão no original? Será que a Shell importa Coelho directamente do Brasil? Alguém me sabe responder a estas perguntas?
Paulo, o Coelho

Gente que lê os livros do Paulo Coelho diz frases como: "Hades ler o novo do Paulo Coelho! Comprei o meu na Shell, é espectacular!" ou "Vocêses não gostam de Paulo Coelho é porque não percebem, aquilo tem um segundo sentido. Leiam e hadem ver!"

Alvitro até um postulado: Nem todos os que dizem hades sabem ler, mas todos os que lêm Paulo Coelho dizem hades.

Espero que gostem do esotérico pormenor do itálico em Coelho. Tem um segundo sentido.

terça-feira, fevereiro 10, 2004

O Futebol e os Campeões do Mal

Poucas criaturas podem atingir o nível de ignomínia que josé mourinho, pinto da costa, pimenta machado e joão loureiro atingiram nestas últimas duas semanas. Eles são os campeões do mal. Felizmente são apenas criaturas do futebol.

segunda-feira, fevereiro 09, 2004

Rituais Modernos

Um dos mais fascinantes rituais na moderna sociedade portuguesa é o da senha e contra-senha. Consiste num pregão papagueado por um indivíduo, a que o resto do grupo responde com uma frase-chave, normalmente única, ainda que, nalguns casos, raros, se possa optar por duas, ou mesmo três hipóteses.

Após este gesto prévio, segue-se o riso comum, quer do emissor do pregão, quer dos receptores, estabelecendo-se assim o ritual de comunhão, cujo objectivo é o estabelecimento de uma plataforma de entendimento que poderá dar início ao processo de comunicação.

Tudo se tornará mais claro com este exemplo:

Um homem entra numa taberna, encosta-se ao balcão e pergunta:

_ Então, novidades? (Pregão)

_ Novidades só no Continente! respondem taberneiro e um par de goliardos (Frase-chave, neste caso, resposta única ao pregão)

Risos partilhados pelo homem que entrou (emissor), taberneiro e goliardos (receptores). Estabelece-se o contacto, há plataforma de entendimento. A conversa pode seguir assim (serve apenas como exemplo):

_ Está cá uma brasa!

_ Beba uma mini, que pago eu.

_ É o que a gente leva desta vida, é a pinga!

_ Pois, eles querem todos é poleiro!

_ Essa é que é essa!

O taberneiro traz quatro minis, uma das quais, não é costume, bebe ele. Afinal, não é todos os dias que tem assim uma rapaziada com categoria no estabelecimento.
No Mundo

Obrigado pelo elogioso enlace. E é claro que os portugueses nada têm que ver com os húngaros, que têm Leko e as irmãs Polgar, que jogam xadrez nos cafés. Por cá, já nem à bisca se joga. Já quase nem há cafés. Temos, em vez disso, uns túneis estreitos, com um balcão a dividir longitudinalmente o espaço, de um lado os empregados e a máquina do café, do outro os clientes, acotovelados sorvendo uma sopa ou trincando um rissol.

O Meia Livraria, (que ainda está inchado com o enlace), acha, a propósito, que o Marcelo Rebelo de Sousa não sabe jogar xadrez. Nem sequer à bisca lambida. O Marcelo não tem tempo.

domingo, fevereiro 08, 2004

O Asilo de Lunáticos

O comentário do Alexandre Andrade, do magnífico umbloguesobrekleist, sobre os torneios de xadrez é brilhante, sendo especialmente pertinente a escolha do epíteto "asilo de lunáticos". Todos os que frequentam os torneios, ou que acompanham o Xadrez internacional, sabem que Alexandre tem razão.

Todos? Não! Os asilados não sabem.

Agradeço ao Alexandre a sua visita e peço-lhe que não descure o Xadrez!
Nota

A história do último artigo está contada em euros. Mas, na realidade, a coisa é verdadeira, foi em escudos que tudo se passou, ainda no século XX. (Para os que fazem questão de saber a verdade.)
Uma Aula no IST

Numa aula superlotada, um envelope marcava um lugar. Nesse envelope estava inscrita a palavra "Nuno", bem visível. Uma colega aproxima-se do lugar, diz que o lugar é dela e senta-se, indignada com D, outro colega que ficara à sua direita. Olha o envelope, e abre-o. Lá dentro estava uma nota de cinquenta euros, que D também viu. Nervosa, repara que a aula já começou e comenta: "A mesa está coxa!", ao que D respondeu: "Porque é que não usas a nota como calço?".

E ela usou. Dobrou muito bem a nota, levantou o pé da mesa, e lá ficou um rico calço na perna, que com certeza se espantou, estabilizando a mesa, pouco habituada a tão esmerada atenção.

A aula terminou, toda a gente saiu, excepção feita à colega e ao expectante D. A moça arruma as suas coisas, levanta a perna da mesa, retira a nota, que guarda, e, rasga o envelope, esventrado, em mil pedaços que coloca no lixo.

Fim.

sexta-feira, fevereiro 06, 2004

Escrita Criativa

Lembrei-me da história de um escritor que, em busca de inspiração, encheu o seu escritório com uma panóplia de objectos diversos, acumulados ao longo dos anos. Imagino-o sentado, com o seu índio de ferro forjado, pato de cerâmica, jarro de plástico, galo de Barcelos e chapéu mexicano de aba larga. Que belas histórias deve ter escrito!
Uma Confissão Solta

Gosto à brava de mapas. E de planear seja o que for, de esquematizar, prever, gerir e modelar. De analisar resultados, fazer gráficos, curvas de regressão, análise de médias e desvios padrão, séries cronológicas e mecanismos algorítmicos de gestão de stocks. Gosto de traçar rotas, delinear prazos e calcular rendimentos. Velocidades médias, acelerações esperadas, simulações de retrocessos e sacar sazonalidades. Deleito-me com o estudo isolado e previsional de cada performance em cada torneio de xadrez que jogo. Anseio pela compreensão e domínio do Eu. Serão estes, porventura, os únicos traços da minha verdadeira ambição.
O Cão de Aquiles

Um cão preto inexplicavelmente apegou-se a Aquiles durante o cerco de Tróia. Quando o guerreiro morreu, o cão andava triste pelos acampamentos. Alguém lhe atirou um osso, e o cão, em vez de o comer, pegou nele e levou-o até ao local onde Aquiles estava sepultado. Depositou o osso sobre a campa do guerreiro. Talvez fosse uma oferta, mas, possivelmente, o cão de Aquiles estava com vergonha de ter fome.

(Lembrança de uma peça que vi há um par de anos numa cozinha em Lisboa, Agamémnon, o Crime)
Camisolas

Vi um mendigo na Almirante Reis com uma camisola do Benfica. Pobre diabo, não deve ter mais nenhuma.

quinta-feira, fevereiro 05, 2004

Boa Onda

O Meia Livraria está ufano!

Porque foi classificado pelo Mar Salgado como Boa Onda.
O 2:

Li hoje no Público que o novo canal televisivo estatal, o 2: tem menos audiência que a desaparecida RTP2. Sabendo que existe uma inversa proporcionalidade entre as audiências e a qualidade da programação, uma verdade categórica, quero congratular o Governo pelo serviço prestado.

Obrigado.

terça-feira, fevereiro 03, 2004

Tiros no Pé

Ao Terras do Nunca quero agradecer a referência ao Meia Livraria e a genial saga Tiros no pé. Aguardo, atento e visitador, por mais episódios!
Agitado em Tempo Calmo

Às duas horas da tarde, em Portugal, no dia 2 de Fevereiro, anda-se de manga curta. Está um dia primaveril em pleno Inverno. E os pássaros e as flores? Saberão o que fazer? Que isto não saia daqui, mas estou alarmado.

segunda-feira, fevereiro 02, 2004

Cardio-Fitness

Já não me bastava o elástico, a correria inglória na passadeira, a infrutífera escalada em bicicleta que se não move, enfim, não me chegariam já esses suplícios? Não! Ainda tive de me descuidar deixando escapar o anglicismo cardio-fitness... E os meus algozes lá estavam, atentos, à espreita.

Acreditem que, mesmo assim, gosto de os ter por cá!

Uma chapelada sorridente para Contra a Corrente e para a Liberdade de Expressão!
Lisonja

Foi com genuína alegria que descobri num blogue galego, Catu?, um enlace com a Meia Livraria.

Vendo-se acompanhada pelos excelentes Aviz e Abrupto e cerca de uma dezena de blogues portugueses de referência, a Meia Livraria sente-se lisonjeada.

Já agora, anoto que entre os outros enlaces se encontram No Quinto dos Impérios (a quem agradeço a atenção e referência à Meia Livraria) e a Causa Liberal, que aproveito para saudar.

Ao Catu? deixo o meu agradecimento e a promessa de leitura diária.


Atropelos no Apedrejamento

Uma vez mais, em Meca, no famoso apedrejamento de Satanás, morreram pessoas esmagadas. Eram dois milhões de almas, cada uma com vinte e uma pedras na mão. Quarenta e dois milhões de pedras ao todo. Todas contra o pobre Satanás.

Ainda assim, o mafarrico fez das dele, retaliou, e 244 almas juntaram-se a Alá. Nada mau para quem levou com 42 000 000 de pedras em cima.