quarta-feira, abril 13, 2005

Uma Pausa

Resolvi fazer uma pausa na história "Togo". Desde que iniciei este texto, tenho recebido ameaças de ataque viral ao blogue, cartas anónimas com letras recortadas de revistas (VIP, caras, Time, TV Guia, Maria e Ana + Atrevida) com palavras iradas mas coloridas, perdi alguns amigos e até alguns dos meus familiares mais próximos me olham de esguelha. Tal é a maldição deste texto.

Entretanto morreram alguns Papas, casaram-se uns principes e morreram outros, ou quase, ou estão muito doentes, e tudo isso, de fulcral importância para o Caminho da Humanidade, passou incólume pelo Meia Livraria. Não sei até que ponto as grandes tragédias para a Humanidade, que assolaram o Globo nas passadas semanas, não terão que ver com este amaldiçoado texto! Dá que pensar, pelo menos!

Até a visita de Sampaio à França estava esquecida. O Presidente combate a triste imagem deixada pela nossa rapaziada emigrada nos loucos sessentas e, mais difícil ainda, tenta colmatar a intrigante impressão deixada em 1989 pelo seu antecessor, Mário Soares, ao falar em dialeto franco-konakri para os meios de comunicação franceses, algo que terá deixado a população gaulesa bastante perplexa. Eles já sabiam que éramos excelentes porteiros e óptimas lavadeiras e vice-versa, sabiam que, para nós, negro é uma cor. O que eles não sabiam é que o nosso Presidente dominava o baixo francês da Guiné-Konakri!

6 comentários:

Anónimo disse...

A meu ver, uma excelente decisão. Abençoadas ameaças, benditas cartas anónimas!!

(E sei que a Olga me vai odiar por este comentário!)

Um abraço,
Pedro Farinha

olga disse...

Eu que te julgava forte e destemido. Daqueles que preferem quebrar a vergar e vejo-te, diante de umas meras ameaças e opiniões "quase" sem importância, a desistir de uma história que, poderia vir a ter conteúdo?! Não desistir e acreditar no que temos, ainda que a maioria não acredite, é uma virtude.
Cláudio, não tens perfil para desistir a meio caminho por meia dúzia de ameças, ainda que em letras coloridas! :)


Pedro, odiar... odiar..., mas acho que tens de aprender umas coisas sobre o conceito de
"desconstrutivismo".
Um dia, quem sabe, poderei explicar! :)

Leonor disse...

Tenho sentidamente pena que a história não tenha um fim imediato. Fico sentida porque acho que só teríamos muito a ganhar sabendo mais sobre as prostitutas Checas que aquecem como motores de carros, ou participando num cncurso sobre este tema tão dificil, por entre uma história passada no Togo. Ficaremos sem saber se o protagonista consegue levar os diamantes para a sua terra, e se a pistola disparará na direcção de alguém ou algo.
Afinal isto mexeu comigo. Estou desolada por não conhecer o final da história. Faço birra.

vmiguel disse...

Umas Postas a modos como intermeada sobre a realidade Social e a continuação da História, é o que eu espero.

Anónimo disse...

Para que conste, eu nunca enviei cartas anónimas e ou ameaçadoras (eu nunca recortaria as minhas Marias) e bem sei que o Cláudio faz ouvidos moucos aos meus comentários.
Graças à "Togo" - história de que eu não estava a gostar, confesso - sairam estes últimos comentários da Olga e da Leonor de que gostei muito.

Bem hajam,
Pedro Farinha

JG disse...

Não me digas que vais deixar a história sem um fim! Não ligues a cartas anónimas e a ameaças. É tudo inveja, dor de cotovelo, dor de ouvido, dor no calo, dor de dentes, dor de corno e demais dores que doem como o camandro. Contiunua.