domingo, julho 17, 2005

O Senhor Paulo Trindade e o Raio que o Parta

Paulo Trindade, da Frente Comum dos Sindicatos da Função Pública, anunciou com mal disfarçado orgulho e comoção na voz que os efeitos da greve da função pública foram excelentes. Ufano, começou por dizer que 95% do lixo ficou por recolher. Claramente orgulhoso disse ainda que a maior parte das consultas externas dos hospitais ficaram por realizar e, alegria das alegrias, até os blocos operatórios, quase todos, pararam! Estava feliz, o Paulo Trindade.

Eu também estaria feliz, Paulo, quase tanto como você está, se o meu bom amigo precisasse de um daqueles blocos operatórios para lhe desencravar o intestino. E, graças à greve, a tivesse de aguentar mais uns dias. Até que o governo cedesse, claro!

5 comentários:

Anónimo disse...

Cláudio: cedemos no direito à greve? acaba-se com o dito??
Mudaste muito... ;-)

Z

Anónimo disse...

Anonymous said...
Cláudio: cedemos no direito à greve? acaba-se com o dito??
Mudaste muito... ;-)

Z

Cláudio disse...

Glorificar os efeitos perversos da greve parece-me ser uma total perversão de qualquer luta. Transforma-se o que é nobre em aviltamento ignóbil e primária delinquência. Não serve ninguém, este tipo de luta, muito menos os que pretende servir.

Bina Ladina disse...

Ia-me partindo a rir com este comentário que fizeram amigo Claudio:x
Uma coisa é o direito à greve, outra coisa são as greves por conveniencia!!!
Eu ainda gostava de ver se a greve fosse feita a uma quarta feira... será que esse sr Paulo andaria (passo a expressão) a "cagar essas posta de pescada"????
Por favor!
Toda a gente sabe bem que quem se lixa com as greves da função pública são os cidadãos que precisam de recorrer aos serviços públicos...
Enfim, eu que sou do sector privado cada vez que faço uma reivindicação qualquer tenho direito a uma penalização...
Nunca ceder ao direito à greve, mas greves convenientes já era bom que acabassem... digo eu, digo eu...

Anónimo disse...

As greves na função pública são sempre bem vindas ao país, independentemente do dia da semana, e são mesmo uma mais valia quando acontecem nos meses de Verão e coladas aos fins-de-semana. O pais poupa bastante, e a economia mexe com a deslocações migratórias de norte a sul durante os três dias de folga ao trabalho.
Apenas se lamentam as mortes que,de forma indirecta, acontecem com o fecho dos blocos operatórios e a fraca assistência méfdicas nos hospitais e centros de saúde. É lema no sector da saúde que, quando a pessoa está aflita, na eminência de morrer, um minuto é extremamente importante,será vital.
Estes profissionais têm o direito de fazer greve, apenas têm uma responsabilidade maior ao apurarem se a paralização vale a pena, ou não.
Já os profissionais da recolha do lixo: Se não recolhem hoje, recolhem amanhã, o dobro do lixo, muito mal cheiroso, e espalhado à volta do contentor, que milagres não se fazem. Não é importante um dia de paralização, muitos dias já seria grave.

Sejamos sérios, vamos explicar às pessoas a importância de adesão à greve e marcá-la para dias da semana fora de pontes ou coincidentes com os fins-de-semana. Só assim o governo pode entender que a paralização se deve a descontentamento real e não a motivações pessoais, relacionadas com as maravilhas do Verão.

Leonor