terça-feira, julho 05, 2005

Religião e Capital

O tecido produtivo e comercial das sociedades tem um papel decisivo na religiosidade dos cidadãos. É obscena esta ligação, é certo, é seguramente polémica e será negada com veemência pelos CEO das multinacionais. Mas perante as evidências, nada há a fazer.

Tome-se o meu exemplo. Sou moço de fraca fé, pouco dado à doutrina do Senhor e li, sem nada compreender, parte do Envangelho. Mas gosto do Natal. É sabida a grande mobilização da economia das nações nesta efeméride, e essa mesma actividade, pouco religiosa, levou-me, desde a infância, a contar, assim que caiem as primeiras folhas, os dias que faltam para o Natal.

No que respeita à religião quotidiana, militante, há, infelizmente, um grande défice de investimento. Há um lamentável afastamento do Capital a Deus. A coisa até se resolvia facilmente: Se na quadra natalícia posso comer um Pai Natal de chocolate, porque não posso eu comer um bolicao em forma de Menino Jesus na bucha da manhã?

3 comentários:

olga disse...

Afinal, o natal é quando o homem quer!!

Bina Ladina disse...

Menino Jesus pela manhã é coisa de pedófilo!
... e tu não és desses!!!

O Micróbio disse...

O problema não está na ligação entre o capital e areligião... que simplesmente não existe. O homem é que teima em uni-los...