segunda-feira, outubro 17, 2005

O Roy e o Ben

Ainda a propósito do último artigo do Meia Livraria, lembrei-me de um episódio que se passou na FNAC do Chiado que quero agora partilhar convosco.

Após exaustivas buscas nas prateleiras da música alternativa (denominação que nunca compreendi totalmente) e de música anglo-saxónica, desisti da minha demanda pela discografia de Roy Harper. Decidi contactar um funcionário da casa. Encontrei uma moça de colete verde e dourado e perguntei-lhe inocentemente: "Temos, porventura, algum álbum do Roy Harper?"



Dirigimo-nos a um computador onde a menina, após alguma pesquisa, me dirigiu a palavra para dizer: "Roy Harper não devemos ter... mas temos muitos álbuns do Ben Harper!"

Respondi-lhe que, apesar de plausível, a sua alternativa não satisfazia os meus caprichosos desejos, mesmo sabendo que, por razões evidentes, tanto faria levar o Ben como o Roy. Mesmo assim, insisti no Roy.

Lá chamou um colega (deve-lhe ter dito que estava ali um tipo muito complicado) que desencantou de alguma obscura prateleira ou armazém um álbum do Roy Harper. Vendo o ar melindrado da colega, por pouco não trouxe também um ou outro disco do Ben. Só o efeito destrutivo da voz demasiado cruel do norte-americano me demoveu desse cristão gesto.


Ben. O irmão que Roy nunca teve.

1 comentário:

mfc disse...

A miúda esforçou-se... deixa lá!