domingo, outubro 30, 2005

Sala dos Fumos

A minha condição de invertebrado, já conhecida do leitor do Meia Livraria, devolveu-me ao grupo dos fumadores há algum tempo atrás. Após cerca de ano e meio sem fumar, consumindo durante mais de metade desse período pastilhas de nicotina, claudiquei e verguei-me ante o poderoso chamamento dos prazeres do fumo. A prazo, convenço-me, mas fumando sempre.

Esta introdução leva-me ao tema do presente artigo: A Sala dos Fumos. Trata-se de uma invenção dos anos 90, data dos tempos do nascimento do fenómeno do fundamentalismo anti-tabagista, e é, nem mais nem menos, que um qualquer recinto em lugares públicos ou locais de trabalho, onde é permitido fumar. Lugares lúgubres, dantescos e sinistros que, não obstante, me fazem abastardar um poema do maior trovador português: O Jorge Palma (um abraço para ti, pá, se estiveres a ler isto).

Então cá vai: "Na sala dos fumos podes ser quem tu és, ninguém te leva a mal; Na sala dos fumos toda a gente trata a gente toda por igual(...)"

4 comentários:

mfc disse...

Estamos a construir um mundo de párias.

Furão disse...

Deixei de fumar cigarros há 7 anos. Fumo charutos há 3. Os primeiros inalam-se, os segundos apenas fazem uma grande baforada, mas com efeitos menos nefastos. No entanto frequentaremos a mesma sala, cof, cof...

Um abraço

Anónimo disse...

O Cláudio claudicou...

Usar o prazer como desculpa é errado e é cobardia, oh Cláudio. Claudicaste, porque és fraco e porque és dependente. O prazer é apenas um argumento postiço, um artifício para disfarçar a tua derrota, a tua queda.

Um abraço,
Pedro Farinha

olga disse...

O prazer de um vicio não se explica. Só quem tem é que entende. Eu entendo-te, Cláudio.