quinta-feira, novembro 03, 2005

Ditosa Pátria 2

Na sala de espera, uma menina ainda adolescente, grávida, conversa com a mãe, que também o foi adolescente, sobre o nome a dar à cria caso seja do sexo feminino. O pai quer pôr-lhe Inês, disse a rapariga. Acho feio, acrescentou. Para mim, ou fica Bianca, ou Maura, ou Bruna.

A realidade assume contornos que de tão sinistros fazem do damista Poe um inocente contador de fábulas para crianças.

(Sabia o leitor que Edgar Poe preferia o jogo das damas ao Xadrez? Considerava-o demasiado complicado... talvez considerasse a verdadeira literatura muito complicada também!)

2 comentários:

Anónimo disse...

Acho o teu desprezo pelo Poe algo vazio de reais motivos. Retiras umas citações (fora de contexto) daqui e uns dizeres fáceis de acolá e tornas-te num fundamentalista. Poderia o Borges estar enganado em relação ao Poe?Vá, toma juízo!

Um abraço,
Pedro Farinha

Cláudio disse...

Pedro,

Também o Borges se pode enganar! E lembra-te que Borges conhecia o Xadrez e que muito o estimava. Talvez por isso, o Borges é o Borges e o Poe... é o Poe!