domingo, março 19, 2006

Aquilino Ribeiro

Eis um resumo da vida de uma das maiores figuras das letras portuguesas. E uma das mais injustiçadas:

1885 - Nasce no Carregal (concelho de Sernancelhe) em 13 de Setembro. É baptizado na Igreja Matriz dos Alhais (Concelho de Vila Nova de Paiva).

(Nota: Sendo filho de padre... foi a baptizar longe da paróquia própria.)

1895 - Frequenta o Colégio da Lapa. Faz exame de instrução primária.

1900 - Entra no Colégio Roseira, de Lamego. Estuda Filosofia em Viseu. Entra depois no Seminário de Beja.

1903 - Abandona o Seminário de Beja e fixa-se em Lisboa.

1904 - Regressa a Soutosa.

1906 - Vai para Lisboa. Convive com os meios literários e revolucionários e colabora em jornais.

1907 - É preso e acusado de bombista.

1908 - Evade-se da prisão e foge para Paris.

1910 - Estuda na Faculdade de Letras da Sorbonne. Vem a Portugal e regressa a Paris, onde conhecera Grete Tiedemann.

1912 - Reside alguns meses na Alemanha.

1913 - Casa com Grete Tiedemann e regressa a Paris. Publica o primeiro livro Jardim das Tormentas.

1914 - Nasce o primeiro filho Aníbal. Declarada a guerra Aquilino regressa a Portugal, sem ter terminado a licenciatura.

1915 - É colocado como professor no Liceu Camões.

1918 - Publica A Via Sinuosa.

1919 - Entra para a Biblioteca Nacional, a convite de Raul Proença. Convive com o chamado grupo da Biblioteca onde pontificam Jaime Cortesão e Raul Proença.
Publica Terras do Demo.

1921 - Integra a direcção da revista “Seara Nova”.

1922 - Publica O Malhadinhas integrado no livro Estrada de Santiago.

1927 - Entra na revolta de 7 de Fevereiro, em Lisboa. Exila-se em Paris. No fim do ano regressa a Portugal, clandestinamente. Morre a primeira mulher.

1928 - Entra na revolta de Pinhel. Encarcerado no presídio de Fontelo (Viseu), evade-se e volta a Paris.

1929 - Casa com D. Jerónima Dantas Machado, filha de Bernardino Machado.
Em Lisboa é julgado à revelia em Tribunal Militar, e condenado.

1930 - Nasce-lhe o segundo filho, Aquilino Ribeiro Machado.

1931 - Vai viver para a Galiza.

1932 - Volta a Portugal clandestinamente.

1933 - Recebe o Prémio Ricardo Malheiros da Academia das Ciências de Lisboa, pelo seu livro As Três Mulheres de Sansão.

1935 - É eleito sócio correspondente da Academia das Ciências de Lisboa.

1946 - Publica Aldeia. Terra, Gente e Bichos.

1951 - Publica Geografia Sentimental.

1952 - Faz uma viagem ao Brasil onde é homenageado por escritores e artistas, na Academia Brasileira.

1957 - Publica A Casa Grande de Romarigães.

1958 - Publica Quando os Lobos Uivam. É nomeado sócio efectivo da Academia das Ciências.

1960 - É proposto para o Prémio Nobel da Literatura.

1961 - Vai a Londres e Paris.

1962 - Nasce-lhe a primeira neta, Mariana, a quem dedica O Livro da Marianinha.

1963 - É homenageado em várias cidades do país por ocasião dos cinquenta anos de vida literária. Morre no dia 27 de Maio. Nessa mesma hora, a Censura comunicava aos jornais não ser mais permitido falar das homenagens que lhe estavam a ser prestadas.

1972 - É publicado o livro de memórias Um Escritor Confessa-se.

9 comentários:

O Micróbio II disse...

Atenção...
O Micróbio mudou de casa. Agora está nesta rua:

http:\\o-microbioii.blogspot.com

meiekita disse...

Este é meu conterrâneo!

O Micróbio II disse...

O Micróbio fez anos... :-)

Anónimo disse...

Caro Cláudio, o Aquilino foi injustiçado e com razão, senão veja:
Nasceu em Sernancelhe, um escritor nascido em Sernancelhe não pode ser levado a sério, pior só se tivesse nascido em Marco de Canavezes ou em Felgueiras; depois, como se já não bastasse esta "mala pata", ainda era filho do padre lá da terra; frequentou o seminário, onde não aprendeu a amar o Senhor, mas sim a fazer bombas; resolveu chamar ao seu primeiro filho Aníbal, já revelando um mau gosto atroz e "enterrou-se" ainda mais quando colocou o seu próprio nome, Aquilino, ao seu segundo filho. Este homem a quem chama "O Injustiçado" nunca terminou o seu curso, mas foi convidado a dar aulas. É dai que vem a semente do desemprego de tantos e tantos licenciados, jovens com os seus cursos completos, pois então,
e que não arranjam colocação. Vem daí o erro.
Dir-me-á que escreveu alguns bons livros, sim, mas para isso teve que ir para Paris e posteriormente para a Galiza. Este homem nunca conseguiuu arranjar inspiração para nada no seu país.
E mais não digo...

lb

olga disse...

Passou um furacão por aqui chamado anónimo!!! :) Mto bom comentário.
Cláudio, o post tb n está mauzinho...

Francisco disse...

Conheço pouco do Ribeiro. Mas pelo que dizem enriqueçeu muito a nossa literatura.

Anónimo disse...

Na churrasqueira não se fala noutra coisa!

Cláudio disse...

Gostei dessa visita à churrasqueira! Ainda por cima efectuada pelo tipo que mais comenta no Meia Livraria: O Anónimo!

Anónimo disse...

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