sexta-feira, outubro 05, 2007

Viva a República!

A Bandeira da República Portuguesa faz 97 anos.


Comemora-se hoje o nonagésimo sétimo aniversário da nossa república. Os portugueses passaram a nascer iguais, graças a muitos, claro, mas foi Machado Santos quem desferiu o golpe final na palonça fidalguia. É claro que, nós, os republicanos, sentimos por Buíça e Costa um carinho especial: afinal de contas, deram um importante e saudável contributo para o fim da monarquia. Para o leitor menos informado, lembro que esses dois moços liquidaram o rei Carlos e o seu primogénito Luís no Terreiro do Paço, pertinho da esquadra da PSP. Salvou-se o Manuel 2, famoso oceanógrafo, que teve de marchar para outras latitudes nesta radiante data. Sábios, os republicanos deixaram vivos os nossos fidalgos como penhor eterno da superioridade da República (lembrar Duarte Pio e aquele "marquês" gordo e abichalhado que dantes aparecia na televisão). Enquanto eles andarem por aí, só por chacota se falará em monarquias.
Aqui ao lado, em Espanha, há muito quem sinta asco ao tragar o estatuto de súbdito: de homem que nasceu inferior a outro. Mas lá vão aguentando a fantochada para gáudio de "Holas" e revistetas quejandas.

11 comentários:

vague disse...

E o meu bisavô foi um lutador infatigável pela República, a nível regional e local. Morreu novo e respeitado e ainda tenho o seu apelido :)

Cláudio disse...

Assim sendo, muito bem vinda a este blogue!

vague disse...

Só por isso? :)

Não, eu simpatizo com a monarquia, a espanhola! e com as holas tb :)

Samir Machel disse...

Não me digas que na república também há inerências hereditárias...

Cláudio disse...

Pronto, pronto: vague_não é só por isso; samir_um tipo aprende sempre qualquer coisa com o pai!

maria_arvore disse...

Cláudio,
também tive um bisavô carbonário e um avô republicano e anti-clerical até à quinta casa e fico na dúvida se isso se passa nos genes ;)porque sempre acreditei que os homens nascem iguais em direitos e era o que faltava não termos todos o direito de eleger o governante máximo do país. :)

Aliás, sangue azul só seria biologicamente possível a quem tivesse nascido em Vénus. ;)

Cláudio disse...

Devo acrescentar uma opinião pessoal arrojada: os homens só nascem iguais nos direitos. Na monarquia, nem isso. (Gostei do detalhe técnico-planetário!)

Joao disse...

Caro Cláudio: ser republicano ou monárquico é uma escolha de modelo social e, apesar de a monarquia me parecer anacrónica nos dias de hoje, respeito a opinião de quem a tem.
Mas fazer a apologia do assassínio como forma de fazer política - e de transformar a sociedade, parece-me exagerado. Buíça e o menos famoso parceiro Costa foram assassinos. Seja qual for a causa, a violência nunca será um método aceitável de atingir qualquer objectivo, como dizia aquele senhor indiano com um gosto duvidoso na forma de vestir.

Cláudio disse...

Não é fácil analisar, com lógica de cidadania instalada em mais ou menos confortável sofá, os meios e a magia da história. Classificar os carbonários de assassinos é tecnicamente correcto, caro João. Tal como é tecnicamente correcto classificar a Igreja Católica de indústria assassina e torcionária. Também D. Afonso Henriques era assassino, também D. João II. Também as tropas americanas que libertaram a França do jugo nazi eram assassinas. Salgueiro Maia não foi, porque não precisou.

RockyBalbino disse...

Fosca-se! Jacobino raivoso até à medula! Que vómito de post, a louvar assassinos!
Até o aspecto físico das pessoas serve para ataques rasteiros, ao falar do "marquês abichanado". Essa pessoa foi uma voz activa contra a Ditadura Salazarista. Quanto a D. Duarte, presumo que o Cavaco seja um Chefe de Estado mais credível...
Algumas Monarquias: Reino Unido, Suécia, Noruega, Canadá, Austrália, Dinamarca, Bélgica, Japão, Espanha.
Uma República Maçónica Carbonária Jacobina: Portugal.
Para quando o Referendo?

Anti Rei Faz-de-Conta disse...

O único problema disto tudo é que o Duarte Pio muniu-se de "amiguinhos" para o ajudarem na promoção das mentiras e na conservação do trono e, em troca, concede-lhes umas medalhinhas e honras afins.

Para que conste: a única sucessora directa da coroa portuguesa foi D. Maria Pia de Saxe Coburgo Bragança, filha do Rei D. Carlos I de Portugal com D. Maria Amélia Laredo e Murca e, consequentemente, irmã do Rei D. Manuel II.

A seu tempo a verdade virá ao de cima e cairão por terra muitos dos monárquicos que andam enganados pela falsa Causa Real Duartina.

Leiam e comentem: www.reifazdeconta.com