sábado, julho 28, 2007

sábado, julho 14, 2007

O Resto (Quase) do Debate dos Doze

Garcia Pereira expôs o seu plano claro e eficaz para Lisboa: um grande porto internacional, um grande aeroporto internacional (perto de Lisboa, acrescentou), e uma grande estação de comboios! Tudo pago pelo governo central! Com esses três objectivos, Lisboa ficaria, seguramente, ao nível das maiores e melhores cidades do mundo, afirmou o homem que, não restam agora dúvidas, seria, assim vissem os portugueses a luz, o Grande Timoneiro de Portugal! Somos cegos. Com efeito, Garcia Pereira nem se deu ao trabalho de encontrar um discurso coerente. Esta sua actividade lúdica, de amigo de Olivença disfarçado, leva-lhe, e nisso me assemelho ao putativo Grande Timoneiro, pouco do pouco tempo disponível: também eu tenho pouco tempo para o Meia Livraria. Garcia Pereira usou o seu habitua plano de contingência: "falo da estação de comboios e digo que a culpa da crise na CML é do culpado do costume, o gajo do PC!" E disse-o: Você (Ruben de Carvalho) é o culpado de tudo isto!
Negrão assumiu que a manutenção do IPO em Lisboa seria o seu cavalo de batalha. Com o seu ar canastrão, interrogou Costa sobre a questão arquitecto Salgado, respondida cabalmente. Cabalmente? Para todos menos Negrão! Ou não ouviu a resposta, ou tem um QI mais baixo que a probabilidade de Portugal ser campeão do mundo de basquetebol! IPO em Lisboa e pronto. O homem tem, justiça lhe seja feita, algo a seu favor: é o favorito das sopeiras! Tem aquele arzinho de magala.
O pobre Coelho do PNR lá andou, repetindo a cassete da segurança, do policiamento em quadricula, do dinheiro gasto pela CML em paradas gay! De facto, foi por aí que as contas foram ao fundo: com o taco gasto com o fomento à homossexualidade! Um discurso bem organizado, intelectualmente honesto, que desperta as consciências para um debate profundo e estruturado sobre o Homem, a Vida, o Mundo. Uma inteligência lusitana que a todos vai trazendo a sua luz.

terça-feira, julho 10, 2007

O Debate dos Doze

Tive de esperar 24 horas para que o transe profundo, causado pelo melhor programa televisivo que vi nos últimos anos, pelo menos desde "Roque Santeiro" nos idos oitentas, me soltasse mãos, dedos e alma e assim me deixasse pensar no que aprendi, no que ri, no que chorei e senti, em suma: no debate dos 12 candidatos à CM Lisboa extraordinária!

Coelho, Costa, Carmona, Negrão, Monteiro, Garcia Pereira (a fidalguia leva dois nomes), Pereira, Roseta, Carvalho, Fernandes, Correia e Graça, soberbamente enquadrados pela menina Fátima, proporcionaram-me genuínos momentos de prazer: fui verdadeiramente vivo por quase três horas!
A sabedoria infinda (porque profunda como fossa abissal), a heterogeneidade contagiante do sortido de saberes (colorido e bem-cheiroso), a ponderação e simpatia de quem ouve sempre o que os outros dizem, fizeram de Fátima CF, prová-lo-ia se necessário fosse a sua prestação de ontem, uma sumidade à escala nacional (ibérica, e mordo as mãos avaras) na arte do jornalismo omnisciente!
(continua)

sexta-feira, julho 06, 2007

Bufalhada

Enquanto preparo uma carta aberta ao Presidente da República, que penso vir a resolver o problema, escrevo este artigo para informar os leitores que considero ser o bufo a mais baixa forma de vida. Donos de inteligências menores, de fealdades atrozes, de grotescas deformações de carácter, os bufos sempre acompanharam a história portuguesa no seu pior. Anos há em que se escondem as lúridas criaturas no pantanoso submundo da mediocridade e frustração. Por lá ficam, escamosas e nojentas, como centopeias em baixo de pedra que, na falta de força que a levante, por ali fica escondendo o lado de lá da vida. Por hábeis no rastejo e na arte da fuga sobrevivem ao homem que levanta o calhau que lhes cobria sub-existência: de resto, qual é o homem que se diverte a esmagar centopeias, escaravelhos e baratas? Assim sobrevivem os bufos: por não haver quem os mate. Com efeito, é maior o incómodo da sua morte (sujam muito quando esborrachados) que a maçada que causam quando vivos. Sendo a palavra "vivos" uma figura de estilo, quando aplicada à chibaria, a que se permite levianamente o autor do Meia Livraria.

Há trinta anos que se não via semelhante ataque vindo do baixo-húmus! Terão os incêndios florestais dos passados anos escorraçado do podre mas quentinho e acolhedor antro da bufalhada os seus mais audazes espécimes? Ou será que todos os 3 000 000 exemplares da espécie "bufus lusitanus chibalhursus", julgada extinta em 74, aí estão, de olhinhos mínusculos e vermelhos, dentinhos amarelos e afiados, cheios de peste e de merda, à coca... à espera de Baltazar que os faça, como fez o outro, uma espécie de exército das trevas constituído por sub-humanos cuja única recompensa é a de poder atacar a luz e o bem (que nada quiseram com eles) e fazer vingar um mundo de medo e mediocridade em que eles se sintam como escaravelho no esterco?

terça-feira, julho 03, 2007