sábado, novembro 22, 2008

Iguais

Já repararam que o Obama é igual ao Sócrates? Eu já (sou um visionário). O Obama agora diz que vai criar muitos empregos... Jesus... o que faço eu nas obras?

quarta-feira, outubro 29, 2008

Jazz e Tinta

Qual dos leitores nunca sentiu um desejo incontrolável de cheirar tinta enquanto ouve jazz? Pois é: eu hoje tive essa sorte. Ao passar de carro pela zona do Carregado, ouvindo o Chico Coreia, deu-me o fantástico cheiro da tinta. Pena ser de noite. Não vi de que cor era.

segunda-feira, outubro 13, 2008

Crises

O petróleo estava para acabar. Mas, pelos vistos, não acabou. O dinheiro estava para acabar. Mas, pelos vistos, não acabou. A água não está para acabar. Mas, pelos vistos, vai. Os mísseis de Cuba, o fim do mundo em 2001, o 11 de Setembro, o Irão, o Laden, o Obama e o outro Hussein já enforcado. O Bush pai e o filho. E o Barroso e a Carla Bruni. A Islândia que faliu mas afinal não. A China que é um bicho papão mas afinal não é, nem a Geórgia nem o Kosovo. O Corto Maltese, se fosse vivo, não podia ser marinheiro. Tinha de ser piloto de aviões a jacto. O Concorde andava devagar. Bons tempos, vagarosos, do Concorde. Viva Rocambole e a Crise Perene. Gosto disto. Até gosto do aquecimento global que pode muito bem ser arrefecimento ou não. E dos glaciares que derretem e que vão fazer as águas subir e inundar o Alto de São João em Lisboa e a Torre dos Clérigos no Porto. Coitadinhos dos mortos a boiar e a descer para o Chile.

domingo, outubro 12, 2008

Já Podem!

Numa altura em que a civilização ocidental está à beira (novamente) do colapso, em Portugal discute-se o casamento entre homossexuais. Não entendo essa discussão... não se podem já casar dois homossexuais? Há séculos que isso acontece! Um homem homossexual pode, e deve, casar-se com uma mulher homossexual. Sempre assim foi e parece-me uma óptima ideia! E assim podem adoptar e até confeccionar os seus filhos. É ou não é bem apanhado? Vá, sigam os meus conselhos.

sexta-feira, outubro 10, 2008

Flores

Ontem, na SIC, debatia-se o casamento entre pessoas do mesmo género, ou sexo, se preferirem. E quem estava lá para comentar? Já adivinhou: o Moita Flores. Além de apanhar bandidos, Moita Flores sabe de casórios gay! Não cheguei a perceber a posição do Flores sobre o tema, mas acho que tem algo que ver com o caso Maddie. Está tudo ligado. Moita Flores, Maddie e Casamentos.
Já agora, Senhor Moita Flores, será que no futuro teremos baptizados entre homossexuais? Um homossexual a baptizar o outro?

quinta-feira, setembro 18, 2008

Dúvida Pueril

Que livro devo ler? O "pequeno livro do grande bébé" ou o "grande livro do pequeno bébé"?

sexta-feira, setembro 05, 2008

O Perigo!

Meus amigos! Atenção! Aumentou perigosamente o número de notícias sobre criminalidade violenta fora dos canais habituais! Cuidado! Eu já tenho o passaporte em dia!

sábado, agosto 30, 2008

Carros e Carrinhos

Eis uma sugestão para os fabricantes de carrinhos de bébé: incorporem espigões de aço afiado na parte lateral dos carrinhos. Assim, quando o manobrador do carrinho tentar passar pelo passeio infestado de carros, pode deixar a sua marca na pintura do automóvel passando uma justa mensagem de desagrado pela errada interpretação que alguns automobilistas fazem da missão dos passeios deste mundo!
Que tal? Chicco? Babycoiso? Vamos a isso?

quinta-feira, agosto 28, 2008

Cozinheirices

Só a custo não adicionei um pouco de vinagre balsâmico e uma pitada de pimenta ao biberão da minha filhita.

quinta-feira, agosto 21, 2008

Pega de Caras

Não gosto particularmente de toiradas, nem sequer de triplo salto. Mas gostei de ver o Nélson Évora virar o ombro à pista de saltos, segundos antes de conseguir o ouro: virou-lhe o ombro, como forcado que chame um toiro bravo na arena. Repararam? Só o fez no salto vencedor.

quarta-feira, agosto 20, 2008

A Escolha do Seleccionador

Sábia escolha, a de Queirós, para seleccionador. O ritmo de assassinatos na África do Sul é demasiado elevado. Ainda mais elevado que os 50 mil no Brasil por ano. Com Queirós no banco da selecção (e com Moutinho também no banco), garante-se a segurança dos nossos jogadores. Livram-se desses países perigosos.

domingo, agosto 17, 2008

Olímpicos Recordes

Os nossos rapazes e raparigas da natação estão em grande nos Jogos Olímpicos de 2008! Já foram inclusivamente batidos alguns recordes nacionais. Pena é que esses feitos não tenham chegado para que os nossos nadadores cheguem sequer às meias finais.
Por favor, Sr. Mao, corrija desde já essa injustiça! Faça com que os participantes que, no cubo de água de Pequim, batam records do seu próprio país possam nadar na fase seguinte da prova! Se for caso disso, dê um jeito na concorrência... Não sei se ainda é o Sr. Mao que manda na China, mas, se não for, fale com o responsável. Um abraço (ainda não acabei de ler o livrinho vermelho... só o da FIDIC!).

quinta-feira, agosto 14, 2008

A Refém de Bancos e o Saquito do Dinheiro

Nos últimos noticiários da SIC (tive oportunidade de ver o de ontem, à hora de almoço, em frente a uma das famosas francesinhas de Rio Maior) tem aparecido uma insólita figura, com um não menos insólito cabelo: a Senhora Doutora Refém dos Bandidos Brasileiros.

Mal consegui tragar a francesinha, tamanha era a petulância (que tão bem dizia com o cabelo da Senhora Doutoura), tamanha a tibiez de argumentos e historieta, tamanha a afectação no linguajar, e tamanhos os assobios que a Senhora Doutora emitia ao falar. Sempre tive dificuldades em lidar com pessoas que assobiam ao falar, é certo, mas aquela Senhora conseguiu irritar-me mais do que uma dezena de crianças a correr e a guinhar em biblioteca faria.

Muito injustiçada por não conseguir fazer as suas paciências ("sabe, eu costumo fazer umas paciancias..."), e por ninguém da PSP ou PJ a ter ajudado em tão difícil (deficele) momento, muito traumatizada com a putativa perda do seu putativo saquito do dinheiro, que, afinal, nem era problema, o banco tinha pago o que a Senhora dizia ter no saquito que dizia ter! Após largos minutos a explicar a aventura do saquito do dinheiro, que esperava o telespectador? Que os malvados do banco tivessem usado o dinheiro da Senhora para custear a lavagem dos tapetes do sangue e mioleira dos assaltantes (sabe deus o que isso custa a sair)... mas não! Nada disso! Afinal a Senhora não ficara sem o dinheirinho... Afinal o que queria essa Senhora? Já sei! Queria mostrar o seu lindo cabelo e os seus dotes de assobio. Lembrei-me do "Bom, o Mau e o Vilão" e daqueles assobios fantásticos. Afinal, ainda valeu a pena a Senhora Refém vir à SIC. Que deus a salve e guarde, a ela, ao seu saquito do dinheiro (ou "dinháiro", como a Sr. Dr.ª pronuncia) e ao seu magnífico cabelo!

K

sexta-feira, abril 25, 2008

Dia da Liberdade

Acabou-se, há 34 anos, a clandestinidade. Puderam descansar as vozes que cantavam neste areal onde não nascia a aurora.

quinta-feira, abril 17, 2008

Carta

Transcrição autêntica da carta existente na Biblioteca Nacional de Lisboa dirigida por Pina Manique, Corregedor de Santarém (e futuro Intendente de Polícia do Marquês de Pombal), ao Duque de Cadaval, Corregedor-Mor da Justiça do Reino:


"Exmo. Sr. Duque de Cadaval:

Se meu nascimento, embora humilde, mas tão digno e honrado como o da mais alta nobreza, me coloca em circunstância de V. Excia. me tratar por TU,- Caguei para mim que nada valho.

Se o alto cargo que exerço, de Corregedor da Justiça do Reino em Santarém, permite a V. Excia., Corregedor Mor da Justiça do Reino, tratar-me acintosamente por TU,- Caguei para o cargo.

Mas, se nem uma nem outra coisa consentem semelhante linguagem, peço a V.Excia. que·me informe com brevidade sobre estas particularidades, pois quero saber ao certo se- devo ou não Cagar para V.Excia."

Santarém, 22 de Outubro de 1795

segunda-feira, abril 07, 2008

Ratos Sedentos

O Rato Sedento encontrou uma pedra vermelha. À noite, ouviu o uivo do Cavalo Velho, atroz como o guincho do Mocho Curvo. Rápido como a Lebre Amarela, pegou na pedra, saltou o riacho ululante, com duas das patas num lado, as outras no outro. Chiou de felicidade quando a Árvore Sem Folhas deixou passar os raios do Sol que Queima a Vista acabado de nascer pela duocentésima vez naquele ano (que agora finava). Entretanto a Matreira Cigarra aguardava pela luz da aurora para render a Sonolenta Formiga. O Rato Sedento, ainda feliz, ajeitou a pedra vermelha que lhe faria guarda todo o dia (sempre e só do lado de cá do riacho) e deixou que o Orfeu dos Ratos o levasse às portas de um miraculoso Hades, onde não chegaria a entrar. O Hades, assim à porta, é aprazível, pensou a pedra vermelha.

sexta-feira, março 21, 2008

Semáforo

Num destes dias, dei por mim parado em frente a um semáforo. Estava, obviamente, vermelho. Aguardei um minuto ou dois até que me lembrei! Abri o vidro do lado esquerdo do carro, estiquei a mão, carreguei com o indicador num botão dourado estrategicamente posicionado num armário amarelo, pequei no papelinho que entretanto saiu, dizendo, entre outras coisas, "Brisa". Guardei o papelinho.

O semáforo ficou verde e lá fui à minha vida.

terça-feira, fevereiro 19, 2008

Gostos

Gostava, sinceramente, que o Falcão dos Balcãs voasse outra vez. E que tomasse o que é seu. Mas, pelos vistos, não pode ser. Também o orgulhoso falcão terá de se agachar. Ante a cabra que come a raiz e que nada deixa nascer. E ante a águia que gosta de cabras e de falcões e de zebras e porcos e galinhas e do que tiver de ser. Certo é que cai a última réstea de orgulho europeu. Nada nos resta. (É caso para nos congratularmos de há muito não sermos europeus: no fundo, para nós, é tinto.)

segunda-feira, janeiro 21, 2008

Bobby Fischer

Diz a comunicação social, e lê-se na internet, que Bobby Fischer morreu na passada semana. Com 64 anos. Tantos como os quadrados de um tabuleiro de xadrez. Talvez tenha morrido e, infelizmente, com ele, o encanto do jogo, o encanto do génio, o encanto da guerra fria, o encanto da conspiração, o encanto da magia. Daquela magia que é, mesmo. Vale a pena saber jogar xadrez para se conhecer as partidas de Bobby Fischer. É, infelizmente, um prazer vedado à massa, que, ainda assim, nos anos 70, o seguia com admiração genuína. Fischer era um tipo de aparência normal e quebrava o estereotipo do xadrezista (que, de resto, só cumpre quem não é xadrezista, do tipo... nem sem bem que tipo) e trouxe ao xadrez um prestígio que se quebrou no início dos anos 90, com os computadores a crescer e com o colapso da União Soviética (e posterior abandalhamento do meio elitista do xadrez no Ocidente, com a invasão de hordas de grandes mestres do lado de lá da cortina a jogar por uma garrafa de vinho e um bife mal passado).
Fischer era Fischer e era tudo o que o xadrez agora não é. Goste-se ou não, os homens precisam de grandes homens. E, parvo ou não, apetece-me chorar.

sexta-feira, janeiro 11, 2008

Olhos

Há pouco experimentei aquela sensação de plenitude, em que todo o universo se torna intelígivel. Em que não são os olhos da cara, mas o olho da alma quem vê. Tal como se andássemos numa cidade que conhecemos bem, falássemos com amigos de sempre ou visitássemos locais que em tempos nos foram familiares e que há muito não víamos. Sabe o leitor do que falo?
PS: Se o leitor, ao ler "olho da alma" se apercebeu da cacofonia e se lembrou do "olho do cu", sinta um abraço solidário e amigo.

quinta-feira, janeiro 10, 2008

Atleta Improvável

O Meia Livraria anda um pouco abandonado e devo ao fiel leitor sólida explicação: inaugurei novo blogue, de seu nome Atleta Improvável, onde descrevo a minha caminhada para o topo mundial do atletismo de fundo. Pois é. Visite!