segunda-feira, outubro 13, 2008

Crises

O petróleo estava para acabar. Mas, pelos vistos, não acabou. O dinheiro estava para acabar. Mas, pelos vistos, não acabou. A água não está para acabar. Mas, pelos vistos, vai. Os mísseis de Cuba, o fim do mundo em 2001, o 11 de Setembro, o Irão, o Laden, o Obama e o outro Hussein já enforcado. O Bush pai e o filho. E o Barroso e a Carla Bruni. A Islândia que faliu mas afinal não. A China que é um bicho papão mas afinal não é, nem a Geórgia nem o Kosovo. O Corto Maltese, se fosse vivo, não podia ser marinheiro. Tinha de ser piloto de aviões a jacto. O Concorde andava devagar. Bons tempos, vagarosos, do Concorde. Viva Rocambole e a Crise Perene. Gosto disto. Até gosto do aquecimento global que pode muito bem ser arrefecimento ou não. E dos glaciares que derretem e que vão fazer as águas subir e inundar o Alto de São João em Lisboa e a Torre dos Clérigos no Porto. Coitadinhos dos mortos a boiar e a descer para o Chile.