segunda-feira, janeiro 21, 2008

Bobby Fischer

Diz a comunicação social, e lê-se na internet, que Bobby Fischer morreu na passada semana. Com 64 anos. Tantos como os quadrados de um tabuleiro de xadrez. Talvez tenha morrido e, infelizmente, com ele, o encanto do jogo, o encanto do génio, o encanto da guerra fria, o encanto da conspiração, o encanto da magia. Daquela magia que é, mesmo. Vale a pena saber jogar xadrez para se conhecer as partidas de Bobby Fischer. É, infelizmente, um prazer vedado à massa, que, ainda assim, nos anos 70, o seguia com admiração genuína. Fischer era um tipo de aparência normal e quebrava o estereotipo do xadrezista (que, de resto, só cumpre quem não é xadrezista, do tipo... nem sem bem que tipo) e trouxe ao xadrez um prestígio que se quebrou no início dos anos 90, com os computadores a crescer e com o colapso da União Soviética (e posterior abandalhamento do meio elitista do xadrez no Ocidente, com a invasão de hordas de grandes mestres do lado de lá da cortina a jogar por uma garrafa de vinho e um bife mal passado).
Fischer era Fischer e era tudo o que o xadrez agora não é. Goste-se ou não, os homens precisam de grandes homens. E, parvo ou não, apetece-me chorar.

sexta-feira, janeiro 11, 2008

Olhos

Há pouco experimentei aquela sensação de plenitude, em que todo o universo se torna intelígivel. Em que não são os olhos da cara, mas o olho da alma quem vê. Tal como se andássemos numa cidade que conhecemos bem, falássemos com amigos de sempre ou visitássemos locais que em tempos nos foram familiares e que há muito não víamos. Sabe o leitor do que falo?
PS: Se o leitor, ao ler "olho da alma" se apercebeu da cacofonia e se lembrou do "olho do cu", sinta um abraço solidário e amigo.

quinta-feira, janeiro 10, 2008

Atleta Improvável

O Meia Livraria anda um pouco abandonado e devo ao fiel leitor sólida explicação: inaugurei novo blogue, de seu nome Atleta Improvável, onde descrevo a minha caminhada para o topo mundial do atletismo de fundo. Pois é. Visite!