terça-feira, fevereiro 19, 2008

Gostos

Gostava, sinceramente, que o Falcão dos Balcãs voasse outra vez. E que tomasse o que é seu. Mas, pelos vistos, não pode ser. Também o orgulhoso falcão terá de se agachar. Ante a cabra que come a raiz e que nada deixa nascer. E ante a águia que gosta de cabras e de falcões e de zebras e porcos e galinhas e do que tiver de ser. Certo é que cai a última réstea de orgulho europeu. Nada nos resta. (É caso para nos congratularmos de há muito não sermos europeus: no fundo, para nós, é tinto.)